MELO, O NOVO SUPERINTENDENTE REGIONAL DO TRABALHO VISITA O GRT

O Grupo de Relações do Trabalho, em sua 22ª Reunião, recebeu a visita do novo Superintendente Regional do Trabalho no Estado de São Paulo, José Roberto de Melo.

Empossado no último dia 16 de abril, Melo, como gosta de ser chamado, se autodefine como um homem de diálogo, disposto a conversar sobre as questões que afetam o mundo do trabalho, em sua nova área de atuação.

Formado em Pedagogia, profissional de Recursos Humanos, com inicio de carreira dando aulas no SENAI, Melo esteve na a área de Recursos Humanos, por quase 40 anos, onde atuou nas áreas de treinamento, recrutamento e seleção, desenvolvimento, negociações trabalhistas até chegar ao cargo de diretor executivo de RH em várias multinacionais.

Em sua apresentação ressaltou sua experiência profissional, relatando que quando pensava em ser tornar consultor, após ter se aposentado em uma multinacional alemã de autopeças, recebeu o convite do Ministro do Trabalho e Emprego Carlos Lupi para assumir a superintendência, dando início a uma nova etapa de desafios na sua vida.

Considera o serviço público federal igual a uma empresa, afirmando:

Qual é a matéria-prima de ambos? Gente. Ser um gestor, como é o meu papel aqui, independe da onde a pessoa está: serviço público, setor privado, ONG, sindicato, clube ou na sua família. Ser gestor é administrar gente, gerenciar a falta cada vez maior de recursos e a demanda crescente por eles. Obviamente, há peculiaridades. Cultura, costumes, crenças, valores, procedimentos, legislações, tudo é diferente. Mas tudo pode ser aprendido porque conto com um corpo técnico bastante expressivo, formado por profissionais de excelente nível do serviço público federal.

Além disso, conforme vou me informando sobre os procedimentos internos, cada vez mais identifico padrões das empresas privadas. Por exemplo, planejamento, metas, indicadores, resultados. Tudo isso, que é típico de uma empresa, existe aqui. Não vejo grandes diferenças nesse sentido. Entretanto, a complexidade e amplitude de necessidades são muito maiores. Temos de lidar com problemas jurídicos e demandas da sociedade, como é o caso, mais recentemente, da reinserção no mercado de trabalho do migrante brasileiro, aqueles que estão voltando ao país devido à situação econômica de países, como os Estados.

Cuidando de um tema recorrente da realidade das empresas de supermercado, o preenchimento de cotas para portadores de deficiência, para o qual as empresas ainda têm dificuldades na contratação por falta de mão-de-obra especializada, destacou:

O Ministério do Trabalho e Emprego não é a caixa de ressonância de mudanças na legislação. O Congresso Nacional é o local onde se discutem as grandes demandas de legislação no Brasil. Ao ministério cabe cumprir a lei. Logicamente há formas e formas de se fazer isso. Podemos discutir maneiras de fazer esse atendimento com parceiros, convênios e mesmo pactos, através das representações sindicais empresariais e de trabalhadores. Eu sei de dezenas de entidades preparadas para isso. Agora, por exemplo, é o momento de começar a discutir os casos de empresas que têm especificidades. É nossa intenção abrir o debate com essas empresas específicas. A minha experiência de negociação e diálogo leva muito para esse caminho. Sou muito um homem de diálogo, de conversar, mas não posso prescindir de obedecer à legislação, pois estaria cometendo um grave crime aqui dentro se não respeitasse a lei”.

Ao longo de quase duas horas dialogou com os presentes, respondendo perguntas e firmando posicionamentos em relação a temas de medicina e segurança do trabalho, mesmo afiançando não ter conhecimento técnico sobre muitos aspectos, para o quais se comprometeu a examinar alternativas, consultando os especialistas da SRT.

Colocou-se à disposição das empresas do varejo de alimentos, através do SINCOVAGA, para atendê-las em demandas junto ao órgão que superintende.




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