PALAVRA DO SINCOVAGA
Comentar a economia sem ser repetitivo, ou redundante esta ficando quase impossível.
Ainda assim, não há como não deixar de comemorar alguns dados, pois são claros indicadores de que o pior parece já ter passado.
Vamos a eles:
Dados sobre o PIB – a notícia da queda verificada no 1º trimestre, bem menor do que a estimada por analistas e pelo mercado aponta para possível, ainda que mínimo crescimento no ano, contrariando o pessimismo nacional e internacional.
Redução da taxa de juros: - o Copom surpreendeu reduzindo em 1% a taxa Selic, que, pela primeira vez, fica abaixo de 10%. Mais crédito a juros mais baixos e redução dos gastos governamentais para cobrir o déficit interno, significam novas e boas perspectivas para a volta de investimentos no setor produtivo.
Taxa de desemprego: - os dados do CAGED do Ministério do Trabalho apontam para reversão da tendência, ou seja, o desemprego começa a diminuir, o que se traduzirá, no médio prazo, na retomada das vendas do comércio como um todo.
Desempenho das vendas no varejo e principalmente nos supermercados: dados da ABRAS apontam para um excelente desempenho das vendas de supermercados em abril. Pesquisas da FECOMERCIO/SP indicam para a Grande São Paulo crescimento bem mais modesto e para o Interior dados negativos. De qualquer forma, abril tem uma sazonalidade decorrente da Páscoa e maio, certamente, evidenciará como se situará o patamar das vendas do segmento de alimentos, seja na Capital, seja no Interior.
Empresas voltam “às compras”: as principais empresas do varejo de alimentos do país movimentam-se em compras para assegurar ou melhorar suas posições, o que mostra, de forma bem nítida, que sentem confiança no desempenho da economia e esperam resultados positivos com fusões e compras de empresas menores. A concorrência com isto será ainda maior, o que para o consumidor é sempre boa nova.
Confiança do consumidor: é o elemento mais importante desta comemoração. O consumidor está voltando às compras, apostando na retomada da economia, dando como boas as medidas contra a crise tomadas pelo Governo, enfim, com menos medo de gastar. Isto é música para o comércio.
Com esta soma de dados e informações o primeiro semestre do ano vai se encerrando, acenando para um segundo bem melhor e com perspectivas animadoras, mas que devem, ainda, ser realistas, pois estamos muito longe dos resultados de 2007 e mesmo dos de 2008.
É com este contexto que iremos negociar salários para a data-base de setembro, vivendo ainda a crise, mas com evidentes sinais de melhora.
Isto talvez signifique a necessidade de rever posições em relação à reposição simplesmente da inflação, quem sabe cogitando de alternativas outras que, com avaliação responsável e compartilhada, sem maiores ônus para as empresas, possam melhorar as condições dos nosso colaboradores.
Bons negócios e até julho!