SINCOVAGA
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O ano que passou foi positivo para as empresas do varejo de alimentos.

Os levantamentos do ano ainda não estão fechados, mas já se pode dizer, a partir de pesquisa censitária que, descontada a inflação, a venda do segmento, compreendendo toda a categoria econômica (mega, grandes, médias, pequenas e microempresas) cresceu em torno de 4%.

Com certeza os números do Estado de São Paulo serão menores dos que os nacionais, muito especialmente em relação aos da Região Nordeste.

No Nordeste e no Centro Oeste além da base de comparação ser menor é muito mais forte o impacto das politicas governamentais de distribuição de renda.

Há também diferenças nos resultados de Interior e de Grande São Paulo, fruto dos desníveis das economias regionais e do processo de descentralização econômica muito patente no Estado.

A concentração mais forte que se desenhava, com a possibilidade da fusão do GPA e Carrefour, acabou não vingando, não tendo havido como em anos anteriores movimentações mais expressivas do crescimento de empresas de supermercados pela aquisição de outras.

Os modelos de atacarejo e de loja de vizinhança continuam sendo a tendência para 2012, mas ainda havendo espaço para a abertura de hipermercados, o que acontecerá em regiões em que se inauguram shopping centers.

A concorrência entre as megaempresas e as redes regionais ou locais do Interior continuará acirrada e muito interessante para o consumidor, pois além da melhoria dos equipamentos e das operações, os preços serão igualmente impactados pela forte competição.

Na Grande São Paulo os modelos de loja de vizinhança e de conveniência estarão, cada vez mais, entre as alternativas para equipamentos de empresas menores, que deverão aproveitar nichos de mercado para um atendimento personalizado e de qualidade para um consumidor cada vez mais exigente.

O modelo atacarejo será incrementado e nele acontecerá um ainda maior enfrentamento de equipamentos das megaempresas do setor.

O 2012 que se inicia promete, na economia, ser um ano muito parecido com o que acabou.

Teremos um inicio mais lento do que em 2011, mas com aceleração bem forte no segundo semestre que, como decorrência das políticas governamentais de juros mais baixos, levará à expansão do consumo.

Não há perspectiva de queda no nível de emprego e, neste início de ano, não de forma horizontal, o impacto do novo salário mínimo manterá as vendas de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal em patamares satisfatórios.

Não devemos esperar mudanças estruturais no campo tributário ou político, principalmente porque 2012 será o ano de eleição e renovação dos quadros dos dirigentes municipais em todo o País.

A preocupação com o controle da inflação será presença constante, com provável queda dos índices no primeiro semestre e crescimento no segundo, não sendo improvável que a meta prevista pelo Banco Central venha a ser superada.

Neste contexto simplificado, 2012 é um ano para ser visto com mais cautela, pois o Brasil poderá sofrer de alguma forma, de um lado com as incertezas dos cenários econômicos da Europa e Estados Unidos, mas também com a flutuação nas necessidades chinesas de aquisição de commodities agrícolas e minerais.

Num cenário de continuado aumento do nível de emprego, renda e crédito, o consumo impulsiona o crescimento do varejo, especialmente o representado pela entidade, que oferece muitas oportunidades.

Que venha 2012!


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