11 de dezembro, 2018

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Inflação de setembro pesou mais para famílias de maior renda

Alta do grupo transportes -em especial, combustíveis e passagens aéreas -foi bem mais intenso ´para famílias de maior poder aquisitivo

 

Por Estadão Conteúdo 10 de Outubro de 2018

| Agência de notícias do Grupo Estado

A inflação de setembro avançou em ritmo mais acelerado para os consumidores de renda mais elevada do que para os consumidores de renda mais baixa, especialmente por causa dos preços de combustíveis e passagens aéreas, mostra o Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda, divulgado nesta quarta-feira (10/10), pelo Grupo de Conjuntura do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Enquanto o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), registrou alta de 0,48% em setembro, no segmento de renda muito baixa o avanço foi de 0,34%. Já no segmento de renda alta a alta foi de 0,53%.

O Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda é calculado com base nas variações de preços de bens e serviços pesquisados pelo Sistema Nacional de Índice de Preços ao Consumidor (SNIPC) do IBGE, desagregando os dados por faixas de renda.

O IPCA é uma média da variação de preços para as famílias com renda de um a 40 salários mínimos. Já os segmentos desagregados pelo Indicador Ipea de Inflação por Faixa de Renda vão desde uma renda familiar abaixo de R$ 900 por mês, no caso da faixa com renda muito baixa, até uma renda mensal familiar acima de R$ 9 mil, no caso da renda mais alta.

“Embora a forte alta do grupo transportes -em especial, combustíveis (4,2%) e passagens aéreas (16,8%) – tenha pressionado a inflação de todas as faixas, este impacto foi bem mais intenso no segmento composto pelas famílias de maior poder aquisitivo, dado o peso destes itens na cesta de consumo desta classe”, diz a nota divulgada no blog da Carta de Conjuntura do Ipea.

Para as faixas de menor renda, o peso maior veio da alta nos preços de alimentos e bebidas. “Por serem itens de maior peso no dispêndio das classes mais baixas, os reajustes do aluguel (0,24%), da energia elétrica (0,46%), dos cereais (1,7%) e dos panificados (0,9%) influenciaram mais fortemente a inflação dos segmentos de menor renda”, diz a nota.

No acumulado em 12 meses, a inflação também está mais amena para os mais pobres. No segmento de renda muito baixa, a inflação é de 3,90%. Já na faixa de renda alta, a elevação do indicador está em 4,85% nos 12 meses até setembro. O IPCA acumulou avanço de 4,53% nos 12 meses até setembro.

IMAGEM: Thinkstock

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