19 de outubro, 2018

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Mais próximos, chineses têm muito a ensinar em gestão

Reuniões curtas e produtivas são um exemplo

 

No ano passado, a China investiu quase US$ 21 bilhões de dólares no Brasil, o maior valor desde 2010, de acordo com o Ministério do Planejamento. Em 2017, nada menos do que 12 empresas brasileiras foram compradas por companhias chinesas em transações que somaram R$ 12,2 bilhões, segundo o relatório anual Transactional Track Record (TTR).

Nas empresas brasileiras que passaram a ter sócios chineses, mudanças já são percebidas na gestão executiva e também de recursos humanos. Reuniões mais curtas e produtivas e planejamento de trabalho a longo prazo são algumas das novidades. Percebem-se também alterações no recrutamento e na capacitação de executivos. Funcionários chineses ainda são minoria, mas chegam ao Brasil para ocupar posições importantes.

Na CPFL Energia, adquirida pela chinesa State Grid, dona de 54,6% de participação, 20 das 30 diretorias contam com diretores-adjuntos chineses. “Uma das principais características da nova gestão é o modo de fazer reuniões, mais rápidas e produtivas”, conta Rodrigo Ronzella, diretor de RH cuja carreira inclui também experiência em multinacionais comandadas por japoneses, irlandeses e americanos. Segundo Ronzella, os chineses gostam de participar de reuniões apenas para bater o martelo em temas já discutidos previamente e valorizam muito o planejamento de longo prazo, pensando em, no mínimo, cinco anos.

Essa rica integração entre profissionais brasileiros e chineses também é constante na Rio Bravo, administradora de investimentos comprada em 2016 pela holding Fosun, uma gigante asiática. Na relação com as novas chefias, Carlos Henrique Zanvettor, CEO da Rio Bravo, percebe um forte viés empreendedor do comitê executivo e uma disciplina quase obsessiva por novos investimentos. Práticas de meritocracia são bastante estimuladas. “O investimento em talentos locais é parte da estratégia da Fosun e da Rio Bravo”, destaca Zanvettor, lembrando que essa prática também é adotada pela controladora em outras operações fora da China. “Entretanto, já acrescentamos o conhecimento do mandarim no recrutamento, como um critério desejável”, afirma.

Fonte: Valor Econômico

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