16 de novembro, 2018

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Vendas do comércio caem 0,5% em julho, a terceira queda seguida

Desde a greve dos caminhoneiros, em maio, setor acumula queda de 2,3%. Na comparação com julho do ano passado, comércio teve queda de 1%.

 

Por Daniel Silveira, G1

Setor de móveis e eletrodomésticos foi o que registrou a queda mais expressiva nas vendas na passagem de junho para julho — Foto: Krystine Carneiro/G1

As vendas do comércio varejista brasileiro tiveram queda de 0,5% em julho na comparação com o mês anterior, e de 1% em relação a julho do ano passado, informou o IBGE nesta quinta-feira (13) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, o setor acumula perda de 2,3% desde maio, quando foi deflagrada a greve dos caminhoneiros.

O resultado veio abaixo do esperado pelo mercado. Em pesquisa da Reuters, a expectativa era de alta de 0,3% na comparação mensal e de avanço de 1,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior.

De acordo com o IBGE, cinco das oito atividades do comércio pesquisadas tiveram queda na passagem de junho para julho. No acumulado do ano, frente a igual período do ano anterior, o volume de vendas registrou avanço de 2,3%, acompanhado somente por três das oito atividades. Já o acumulado em 12 meses passou de 3,6% em junho para 3,2% em julho, sinalizando perda de ritmo nas vendas.

Os setores que tiveram queda foram:

  • Móveis e eletrodomésticos (-4,8%)
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,5%)
  • Tecidos, vestuário e calçados (-1,0%)
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,7%)
  • Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,9%).

Já os três que tiveram alta nas vendas foram:

  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,7%)
  • Combustíveis e lubrificantes (0,4%)
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,1%)

O IBGE destacou que o resultado de julho devolveu parte das perdas registradas no mês anterior para os setores de hipermercados e combustíveis, respectivamente, de -3,6% e -1,9%.

Já na comparação com julho do ano passado, na série sem ajuste sazonal, as vendas do comércio tiveram queda de 1,0%, também com cinco das oito atividades com resultados negativos. O resultado interromeu uma sequência de 15 taxas positivas seguidas nesta base de comparação.

“Vale destacar a influência da base de comparação elevada, considerando a liberação de recursos do FGTS, ocorrida entre março e julho de 2017”, ponderou o IBGE.

Os principais destaques negativos nesta base de comparação foram nos setores de Combustíveis e lubrificantes (- 9,2%), Móveis e eletrodomésticos (-6,9%) e Tecidos, vestuário e calçados (-8,4%), seguidos por Livros, jornais, revistas e papelaria (-10,1%) e Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-4,3%).

Ainda na comparação com julho do ano passado, tiveram alta as vendas nos setores de Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,4%), Outros artigos de uso pessoal e doméstico (4,7%), e de Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (5,5%).

Vendas distantes do melhor nível histórico

O IBGE informou que, com os resultados de julho, o patamar atual de vendas do comércio brasileiro está 8,5% abaixo do nível recorde do setor, alcançado em outubro 2014.

 

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