20 de janeiro, 2021

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A gangorra sobe, mas não recupera o que já caiu

Notas & Informações, O Estado de S.Paulo

 

A pandemia lançou a economia mundial numa gangorra. A oscilação, no entanto, tem variado de país para país. Da mesma forma, embora larga nos dois sentidos, a amplitude da queda e da ascensão tem sido desigual. Altas observadas nos últimos meses são estupendas. Mas, ainda que surpreendam, em geral não compensam o tombo dos meses anteriores. O resultado acumulado continua negativo.

Os números do desempenho dos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) no segundo semestre retratam com perfeição a gangorra. O crescimento de 9,0% no terceiro trimestre do ano, um resultado espetacular em condições normais (das principais economias mundiais, só a chinesa apresentou desempenho desse nível nos últimos anos), ainda é insuficiente para compensar a retração de 10,6% observada de abril a junho. Em média, a economia dos países da OCDE ainda é 4,3% menor do que a de antes do início da pandemia do novo coronavírus.

Consideradas as sete maiores economias do grupo dos países mais desenvolvidos do mundo, a recuperação é um pouco mais expressiva: à queda de 10,5% no segundo trimestre (na comparação com os três meses anteriores), seguiu-se expansão de 9,1%. Também nesse caso, a alta é insuficiente para compensar a queda, de modo que o PIB desses países continua 4,3% menor do que o de antes do início da crise sanitária.

A amplitude da gangorra foi particularmente estonteante no caso do Reino Unido. O PIB teve redução de 19,8% no segundo trimestre e aumento de 15,5% no seguinte. O resultado acumulado continua muito ruim, pois o PIB ainda é 9,7% menor do que o de antes da crise.

As economias da França (redução de 13,7% no segundo trimestre e alta de 18,2% no terceiro) e da Itália (queda de 13,0% e alta de 16,1%, respectivamente) também apresentaram grandes oscilações nos últimos meses. Nos dois maiores PIBs entre os membros da OCDE, a oscilação foi menor: nos Estados Unidos, à queda de 9,0% no segundo trimestre seguiu-se alta de 7,4%; no Japão, queda de 8,2% e aumento de 5,0%.

Na comparação com 2019, o PIB do terceiro trimestre dos países da OCDE encolheu 4,1%. Provavelmente, o resultado do ano não será muito diferente desse. É o que mostram projeções de instituições internacionais.

 

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