21 de setembro, 2021

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Comércio varejista pode perder até R$ 115 bilhões

As estimativas da FecomercioSP apresentam o impacto da pandemia no País; no Estado de São Paulo, onde há o maior número de casos, e entre as micros e pequenas empresas.

Para compreender melhor o cenário atual e o que esperar dos próximos meses, a Federação produziu uma estimativa exclusiva, com base na retrospectiva de crises anteriores, como a que o País enfrentou em 2015 e 2016, quando o faturamento do comércio varejista sofreu 10% de retração nas vendas, o equivalente a um prejuízo de quase R$ 600 bilhões no período.

 

Com três tipos de cenários que podem ocorrer durante a pandemia, as projeções levam em consideração a redução das vendas nos meses de abril, maio e junho de 2020, em função do coronavírus. Antes desta crise, a perspectiva da FecomercioSP era de que o comércio brasileiro atingisse quase R$ 2 trilhões de faturamento este ano e registrasse um crescimento de 2,4% em relação a 2019. Ou seja, que as vendas fossem de R$ 5,4 bilhões diários, no decorrer de todo este ano.

 

Agora, com os novos impactos da atual crise econômica, a previsão para o primeiro cenário é de que haja uma queda de pelo menos 5,9%, em cada um dos três meses citados e, depois, o retorno gradual ao ritmo normal. Sendo assim, haveria uma retração anual das vendas de aproximadamente R$ 115 bilhões, o equivalente a uma baixa de 3,6% sobre 2019.

 

Para que se tenha uma ideia das consequências de tudo isso, o valor dessa baixa equivale a 21 dias com todos os estabelecimentos comerciais fechados no País.

 

Pensando em uma conjuntura mais grave para o segundo cenário, o varejo brasileiro pode registrar o recuo mensal de 10% nas vendas de abril, maio e junho, com queda anual em torno de R$126 bilhões (baixa de 4,2% em relação ao ano anterior), representando o resultado equivalente a 23 dias de portas fechadas, em  todo o território nacional.

 

E para o terceiro cenário, considerando uma crise mais aguda, a queda poderá ser de 15% em cada um desses três meses. O recuo anual ficaria em torno de R$ 138 bilhões – retração de 4,8% em comparação a 2019. Este impacto financeiro representaria 25 dias dos estabelecimentos, com faturamento zero.

 

Previsões para o estado de São Paulo

 

Levando-se em consideração a mesma ideia dos três cenários, em São Paulo a primeira possibilidade é de que haja a queda de, no mínimo, 7,7% no faturamento do varejo, em cada um dos meses de abril, maio e junho. Em um cenário mais moderado, durante a pandemia, a baixa pode chegar a 8,3%. E na terceira opção, considerada a mais grave, de -9%. Ou seja, as perdas podem ser de R$ 60,3 bilhões, R$ 65,3 bilhões e R$ 70,2 bilhões, respectivamente.
Pequenos comércios

 

Com 90% da fatia do setor varejista brasileiro, em uma conjuntura mais grave, os pequenos comerciantes podem sofrer uma queda média de 10% no faturamento, nos meses de abril, maio e junho. Algo em torno de 44 mil empresas pequenas, que podem não suportar esta crise e encerrar suas atividades em 2020.

 

Isso porque essa queda (10%) representaria cerca de R$ 54,5 bilhões, em relação à estimativa de vendas antes da pandemia, e provavelmente o desligamento de 191 mil trabalhadores formais.
https://supervarejo.com.br/materias/estimativas-mostram-impactos-da-crise

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