21 de janeiro, 2021

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Empregos formais sofrem grande impacto em São Paulo

A queda dos empregos formais já era uma realidade no setor do comércio e de serviços no estado de São Paulo, desde o final do ano passado. Mas com a pandemia, isso sem dúvida se agravou, conforme a Pesquisa de Emprego no Estado de São Paulo (PESP) da FecomercioSP, divulgada recentemente. Até o mês de agosto, foram perdidas mais de 300 mil vagas de empregos formais nos dois setores.

Entre as perdas, a área mais impactada foi a do varejo, que registrou um déficit de 104.333 vagas no período. No caso do comércio, foi o pior desempenho da série histórica: a redução de 134.708 no total de empregos formais no período significou uma queda de 5% em relação ao seu estoque de vínculos.

E no setor de serviços houve também o pior desempenho, mas a retração proporcional foi menor, com 174.019 vagas a menos e um recuo de 2,81%, nos primeiros oito meses do ano.

Para a FecomercioSP, apesar da queda mais acentuada no comércio, nos oito primeiros meses do ano, ele ainda é o setor que encabeça a retomada, neste momento – tanto pelo impacto dos recursos emergenciais na economia, a partir de maio, quanto pela flexibilidade no atendimento e no retorno físico dos consumidores em muitas áreas do varejo. Os comerciantes também estão em vantagem na concorrência pela demanda, exemplificada pela maior busca dos clientes pelos produtos nos supermercados do que os serviços de restaurantes.

Ou seja, depois de fechar o mês de abril com um déficit de mais de 73 mil vagas e de seguir fechando os postos de trabalho entre maio e junho, o setor do comércio teve saldos positivos de empregos celetistas em julho (7.122) e em agosto (15.339), quando registrou avanço de 0,6% proporcionalmente ao estoque – mês com maior crescimento do mercado formal entre os comerciantes do estado, desde novembro de 2019.

A situação também é parecida no setor de serviços, que chegou a ter déficits de 132 mil empregos formais em abril e de 55,5 mil em maio, mas voltou a registrar o saldo mensal positivo em agosto, com 15.635 novas vagas e um crescimento de 0,26%.

Ainda de acordo com a Federação, os dados recentes do comércio revelam inclusive uma inversão de cenário: por um lado, o crescimento do saldo em relação a julho (saldo positivo de 7.122 vagas) foi o maior registro positivo, desde novembro de 2019, e o melhor resultado para um mês de agosto, desde 2014 (22.639 vagas). Por outro, 2020 foi, até agora, o ano com a maior retração de vagas para o período da história do estado, e, mesmo com uma retomada lenta, um retorno ao nível de estoque de vínculos antes da pandemia demorará meses para ser atingido.

Capital paulista

Os serviços paulistanos foram ainda mais impactados pela pandemia da Covid-19, nos primeiros meses do ano, do que o comércio. Os dados indicam que mais da metade (57%) do saldo negativo de empregos formais, registrados no setor, em todo o estado, se deve ao desempenho da capital, onde 99.279 vagas formais foram extintas. Só na área de alimentação da cidade, por exemplo, houve um déficit de 46 mil vagas entre janeiro e agosto de 2020.

Atividades como a de serviços administrativos e de saúde humana, por sua vez, puxaram o saldo final positivo de 3.545 empregos formais registrado em agosto – avanço de 0,13%. Para a FecomercioSP, o resultado do mês é residual, tendo em vista a retração do setor em São Paulo, e, mais do que isso, sinaliza para uma recuperação lenta nos próximos meses, impactados agora pelo reajuste dos hábitos de consumo das famílias depois da pior fase da pandemia.

Já no comércio da cidade houve uma perda de 57.287 empregos (42% do saldo negativo estadual) formais, nos oito primeiros meses do ano, com destaques negativos para o varejo (que registrou déficit de mais de 41 mil postos de trabalho) e, mais especificamente, para as lojas de roupas e acessórios (-12,4 mil).

 

https://www.supervarejo.com.br/materias/empregos-formais-sofrem-grande-impacto-em-sao-paulo

 

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