03 de julho, 2020

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Retomada mais forte do PIB espera aprovação de ajuste fiscal do governo

As projeções são de um crescimento bem próximo da estabilidade tanto no quarto trimestre de 2018 quanto nos três primeiros meses de 2019, e o impulso virá de comércio e serviços neste ano

FOTO: ISABELA BOLZANI • SÃO PAULO

 

Publicado em 14/01/19

O Produto Interno Bruto (PIB) ficará com crescimento próximo de zero até a aprovação das reformas. Com a expectativa de melhora do emprego e da renda das famílias, o impulso da atividade em 2019 virá apoiado nos setores de comércio e serviços.

As projeções da 4E Consultoria, por exemplo, apontam para um crescimento de 0,3% na atividade econômica do primeiro trimestre deste ano. Segundo Giulia Coelho economista da consultoria, o movimento vem pela falta de uma sinalização mais forte de que as reformas necessárias serão aprovadas.

“O governo ainda é uma grande caixa preta. Temos algumas reformas, principalmente a da Previdência que, dependendo se sair ou não, vai ter um impacto muito significativo na economia deste ano”, avalia a especialista.

Na Tendências Consultoria, que trabalha com a perspectiva de aprovação das reformas, a expectativa é de que a composição da atividade econômica para 2019 seja trazida pelo maior consumo das famílias, pelo crescente investimento das empresas e pela melhora do crédito.

“O que permite essa expansão adicional é a perspectiva de que o mercado de trabalho melhore e a estimativa de que o quadro inflacionário continue benigno ao longo deste ano. Mas é importante perceber que mesmo com a maior confiança dos agentes, ainda temos um cenário internacional desfavorável e um governo que não terá mais papel de propulsor da economia”, complementa o analista da Tendências, Thiago Xavier.

Já na análise setorial, o economista da Pezco Economics Helcio Shiguenori Takeda aponta melhores avanços em comércio e serviços, mas um retorno ainda baixo na indústria, e a depender da resolução sobre a guerra comercial entre China e Estados Unidos, possíveis reflexos no agronegócio.

“Se o ritmo continuar, teremos comércio e serviços puxando a retomada da atividade econômica e, em seguida, o setor industrial indo na esteira de um processo de recomposição dos estoques e criando uma dinâmica mais favorável. Já em agro, é possível que haja redução na comparação interanual, já que a base de 2018 foi bastante robusta no setor”, comenta o especialista.

Projeções

No entanto, os movimentos mais próximos da estabilidade já serão vistos nos resultados do quarto trimestre de 2018. Apesar das projeções da 4E serem de uma alta de 0,8% frente aos três meses imediatamente anteriores, tanto a Pezco quanto a Tendências preveem um estacionamento do PIB na mesma relação – alta de 0,2% e estabilidade, nesta ordem.

“Existem duas justificativas para o dinamismo dos últimos três meses de 2018. Primeiro, o impacto que a greve dos caminhoneiros teve na atividade econômica e, em segundo lugar, a volatilidade e as incertezas das eleições”, analisou Takeda, da Pezco Economics.

Segundo a economista da 4E, os resultados do quarto trimestre devem sentir a baixa recuperação da Indústria, a qual ainda “deve decepcionar um pouco” em termos de retomada. “Desde a greve dos caminhoneiros, a indústria é um segmento que tem sofrido muito”, avalia Coelho.

Para Xavier, no entanto, mesmo que o crescimento dos últimos três meses de 2018 estejam próximo à estabilidade, a base de comparação está elevada desde a mudança vista entre o segundo e o terceiro trimestres. “O efeito denominador com base mais fraca dá um alívio nessa relação, mas mostra o quanto a economia está demorando para recuperar as perdas da crise. A expectativa é de melhora gradativa ao longo de 2019”, conclui.

 

https://www.dci.com.br/economia/retomada-mais-forte-do-pib-espera-aprovac-o-de-ajuste-fiscal-do-governo-1.772390

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