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29 de março, 2020

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Seguro dá tranquilidade para enfrentar imprevistos

José Antonio Varanda, da Escola de Negócios e Seguros (ENS)

A rotina do comerciante em geral é cheia de atividades, que vão muito além de comprar e vender, como cuidar de estoque, reposição, estrutura, equipe, financeiro e do atendimento ao cliente, entre outros aspectos. Todas essas tarefas, porém, são planejadas e até certo ponto programadas para garantir o funcionamento do negócio.

Mas e quando ocorre um imprevisto, que pode vir a prejudicar a integridade da loja, causar prejuízos e, consequentemente, afetar o faturamento?

Para essas horas, principalmente para as lojas menores (já que grandes redes possuem planejamento financeiro para tal), ter uma apólice de seguro adequada significa respaldo para lidar com os danos, sejam eles de que proporção forem.

Afinal, imagine o impacto que uma empresa pode sofrer com a perda de todo o seu estoque, de sua estrutura física e a paralisação total de suas atividades em decorrência de roubos, furtos, alagamentos, incêndios ou desmoronamentos?

No último dia 10 de fevereiro deste ano, muitos comerciantes sentiram na pele esse drama na cidade de São Paulo. Um volume de chuva que há muitos anos não se via na região metropolitana e em pouco espaço de tempo, aliado à falta de um escoamento adequado causaram inundações em diversos bairros, alagando vias e provocando paralizações no transporte público.

Como consequência, apenas neste dia, estima-se um prejuízo de R$ 110 milhões para o comércio da região, segundo cálculo feito pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), que leva em conta os setores sensíveis à compra por impulso, como supermercados, farmácias, vestuário, lojas de artigos esportivos, de livros e revistas, etc.

Aos comerciantes que tiveram seus estabelecimentos alagados e não possuíam seguro restou arcar com os prejuízos, tanto dos produtos quanto dos dias parados.

Isso se explica em parte pelo fator cultural, que atrapalha a difusão do seguro, sobretudo entre as micro e pequenas empresas, além do mito de que a modalidade empresarial é cara.

“Falta conscientização, já que a grande maioria dos consumidores somente contrata o seguro de automóveis e deixa de lado os seguros patrimoniais, como o residencial e o empresarial, cujo custo, comparativamente, é bastante inferior ao de veículos”, avalia José Antonio Varanda, professor e Coordenador das Graduações da Escola de Negócios e Seguros (ENS).

Segundo ele, estabelecimentos comerciais, em especial supermercados e mercadinhos, devem buscar os Seguros Compreensivos Empresariais, que em geral oferecem coberturas básicas, contra danos provocados por incêndio, queda de raio e explosão e algumas coberturas adicionais.

 

Entre elas, as mais importantes são:

 

  • Danos Elétricos – Cobrem curto circuito, sobrecarga, arco voltaico, etc. que causem danos elétricos em máquinas, equipamentos e até na rede elétrica;
  • Responsabilidade Civil de Estabelecimentos Comerciais e Industriais;
  • Pagamento de aluguel, para o caso de ter que se instalar em novo local em caso de sinistro;
  • Alagamento (se o imóvel está em local sujeito a alagamentos);
  • Tumultos, greves e similares, principalmente se o mercado ou mercadinho estiver localizado em área sujeita a conflitos;
  • Derramamento ou vazamento de tubulações por acidentes;
  • Equipamentos;
  • Roubo de bens ou mercadorias;
  • Responsabilidade Civil do Empregador;
  • Vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo, dentre outras.

 

Para ter uma ideia, dependendo da apólice, a cobertura de alagamento abrange os danos provocados por aguaceiros, trombas d’água, chuvas fortes, transbordamentos de bueiros ou desaguadouros, ruptura de tubulações que não sejam do próprio prédio e transbordamentos de rios.

Na hora de o empresário escolher o seguro do seu mercado é aconselhável procurar o apoio de um corretor de seguros, ficar atento às coberturas e ler sempre a apólice, principalmente as cláusulas que falam de riscos cobertos e riscos excluídos.

“Em geral, as empresas seguradoras operam de forma semelhante, mas é realmente essencial escolher as coberturas certas e com valores adequados para não ter prejuízos depois”, conclui o especialista.

 

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